O empresário e promotor de eventos Henrique Miguel, conhecido no meio artístico como Riquinho, morreu esta sexta-feira, 30 de Outubro de 2026, em Luanda, vítima de doença. Tinha décadas de carreira ligada à indústria do entretenimento angolano.

A confirmação foi feita pelo Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento (CHDCP). Segundo a nota oficial, Riquinho deu entrada na unidade na quinta-feira, 29 de Outubro, proveniente de outro hospital da capital, e foi admitido na Unidade de Cuidados Intensivos Cardiológicos. Apesar dos esforços da equipa multidisciplinar e de todas as medidas terapêuticas, não foi possível reverter o agravamento do quadro clínico. O óbito foi declarado na sexta-feira.

Inúmeras figuras públicas e artistas têm publicamente lamentado a morte do empresário. A Direcção do CHDCP endereçou sentidas condolências à família, amigos e a todos quantos com ele privaram, expressando solidariedade perante a perda.

Ao longo de várias décadas, Riquinho construiu uma carreira de destaque através da Casablanca, empresa responsável pela realização de milhares de eventos no país. A sua actividade permitiu levar a Angola artistas internacionais como 50 Cent, Akon, Ja Rule e Eve, entre outros nomes da música mundial. No panorama nacional, esteve ligado à promoção e projecção de artistas como Paulo Flores, Yuri da Cunha, Waldemar Bastos, Matias Damásio e Anselmo Ralph.

A sua actividade empresarial estendeu-se ainda ao desporto, através da Casa Real, e a outros sectores, como os transportes (Casa Car) e a habitação.

A sociedade angolana, em especial o meio cultural e artístico, manifesta pesar pela partida de um dos principais promotores de eventos do país.

Riquinho